Já se sabe que mantar uma dieta a médio-longo prazo é difícil. Aliás a manutenção é, para muita gente, a parte complicada da questão.
Porque fazer durante uma semana é fácil e passa rápido, mas na segunda já custa mais e depois começam a surgir as tentações e ai, que vai tudo por aí abaixo!
Eu estou a meio da segunda semana e continuo a portar-me bem. Mas hoje vou ter um jantar e no fim de semana uma festa de aniversário familiar. E já estou a ficar um bocadinho preocupada com o impacto que os dois acontecimentos vão ter. Ainda para mais não dá para estar a recusar nenhum porque hoje vamos jantar com os pais do gajo para comemorar a finalização da tese (claro que ainda falta discutir mas esta é uma etapa importante), e no sábado é um dos meus sobrinhos que faz anos.
Por isso ando assim um bocadinho apreensiva e hoje, pela segunda vez esta semana, levantei-me de manhã para treinar porque já sabia que à tarde não ia conseguir. Ainda assim, tenho algum receio de que não seja suficiente e que, depois de uma boa primeira semana, tenha uma segunda semana mais desmotivante...
Claro que vou tentar optar por soluções menos calóricas em ambas as situações, mas já se sabe que é sempre diferente comer em casa e comer fora. Além disso vou ter que comer pelo menos uma garfada do bolo de aniversário do puto. E, depois de duas semanas sem açucar, essa garfada vai ser completamente chupadinha pelo meu organismo!!!
Ai, ai... Resta-me cruzar os dedos e esperar que os estragos não sejam muitos!
Decidi, depois de anos a fazer dietas por conta própria, consultar alguém. Não tanto por causa das novidades que essa pessoa me ia contar acerca do que eu devia fazer para emagrecer mas mais para ter essa pessoa a servir-me de batuta... Sim, é verdade, o ser humano funciona melhor sob pressão. Pelo menos eu sou assim!
Por isso, na segunda feira da semana passada lá fui a caminho de uma parafarmácia onde uma amiga minha já andava a ter consultas com uma nutricionista. Cheguei lá e, em vez de uma, saiu-me um nutricionista. Nada de grave. Rapaz simpático e tudo a correr bem.
O rapaz pesou-me, mediu-me e deu-me o plano para a primeira semana. Basicamente hidratos só ao pequeno almoço, saladas até à exaustão, muita água e, se possível, algum exercício físico.
A semana passou e lá fui à segunda consulta que, desta feita, foi com a nutricionista que deveria ter lá estado da primeira vez.
Ora vamos lá pesar e medir. Ena, menos 1,1 kg, muito bem. Ora no peito... Ah, mas na semana passada não me mediram o peito... Ah pronto, medimos agora!
Hehehehe, o rapaz sentiu-se intimidado e não me quis medir na zona peitoral. Ficou-lhe bem a timidez!
Agora espero, muito sinceramente, não ver grande perda de cms no peito... Porque senão vou ter que repensar isto da dieta. É que elas já são pequenas, se diminuem, fico feita em nada!! O ideal era mesmo sair da anca e ir para cima, assim bem dividido, para cada uma das minhas meninas. Mas parece-me que ainda não fazem estas coisas...
Na segunda completei uma semana desde o princípio da dieta...
Foi altura de pesagem e medições.
Resultados:
- Peso: - 1,1 kg
- Cintura: - 2 cm
- Anca: - 2 cm
Not bad... Not bad at all...
Jesus, Mary and Joseph que está um calor do camandro!! Não, não me estou a queixar... Estou a constatar um facto!
Pois que o fim de semana passou-se calminho com uma saída apenas na sexta para ir ver as vistas aos bares do Cais do Sodré. A noite estava fantástica, uma temperatura de fazer inveja a muita noite de verão e, talvez por isso, as pessoas estavam bem dispostas. Também podia ser do alcool, mas eu acho que era do tempo! Eu voltei para casa já um bocadinho acelerada mas nada de grave... O gajo, que tinha ficado a trabalhar, já dormia quando eu cheguei e eu também ferrei a dormir de seguida.
No sábado foi dia de me dedicar a ler a tese do gajo. Faltava-me ler o final do penúltimo capítulo e o último. Ele está a ultimar as conclusões e parece que ainda nem acredito. Vai ser mesmo verdade e vamos estar os dois livres deste peso que carregamos há anos!! Em principio esta semana entrega a coisa, e não vejo a hora de podermos voltar a estar juntos, sem ser com o tempo contado e com a sensação de que ele está a perder horas preciosas de trabalho.
Ontem acabei por sair apenas para ir comprar umas coisinhas que faziam falta lá em casa (com a cena da dieta tenho consumido saladas a um ritmo incomportável e está sempre em falta). Depois do almoço vi dois episódios do "Vampire Diaries", ao fim da tarde fiz o treino e à noite estive a tratar do IRS dos meus pais.
E assim se passou mais um fim de semana...
P.S. - Ontem fez também meio ano que a minha avó nos deixou. As recordações são muitas, mas tenho tentado manter-me naquilo que quero que seja a memória dela: uma guerreira, uma grande mulher.
Começou a época de preparação.
O primeiro passo foi voltar à ginástica. Em casa, com Biggest Loser e a kinect, eu a Jillian e o Bob temos passado bons momentos. Fico feita num fanico mas já me sinto mais firme.
O segundo passo foi fechar a boca. Ou melhor fechar a boca para algumas coisas que andava a comer em demasia: massas (a minha perdição), arroz, pão... Agora pão só ao pequeno almoço (eventualmente uma tosta ou duas ao lanche) e quanto a massas e arroz estamos conversados por uns tempos.
O terceiro passo (e confesso que este foi o que me custou mais) foi comprar um pacote de tratamentos de estética. Andei a vasculhar nos sites de compras com desconto e descobri um sitio, não muito longe da minha casa, que estava a fazer uma promoção fantástica! 60 tratamentos (10 Sessões Lipocell + 10 Sessões Cavitação + 10 Sessões Radiofrequência + 10 Sessões Electroestimulações + 20 Sessões Pressoterapia) por 145€!!! Ora para quem já fez este tipo de tratamentos sabe que o preço é mesmo muito bom... Mas claro que, quando a esmola é muita, o pobre desconfia! Por isso antes de pagar, liguei para lá a perguntar como funcionava. A senhora foi muito simpática e parece-me que a coisa é séria. Como em Maio já tem muitas marcações e prefere fazer os tratamentos com frequência regular disse-me que só começaria em Junho. Assim, tenho dois meses antes de chegar a Agosto (mês das minhas férias).
Por tudo isto começo a pensar que é deste que chego ao verão a fazer inveja à Irina! Sim, à Shayk!
Foi chocante saber que o Reynaldo Gianecchini tinha cancro. Acho que toda a gente pensou: "Xiça, que nem os gajos giros se safam!" Pelo menos eu pensei...
Mas parece que ele se safou e ainda bem! Até gosto do rapaz e, mesmo que não gostasse, não desejaria que lhe acontecesse nada de tão terrível!
Mas assim que foi dado como curado o Reynaldo entrou assim numa espécie de nirvana e passou a dizer coisas bonitas a torto e a direito: que o amor o tinha salvo, que era muito mais feliz agora, que era um ser humano melhor, mais completo, mais, mais, mais... Mas o topo, a cerejinha, foi quando disse que achava que o cancro tinha sido, e passo a citar, uma dádiva.
E, se eu até consigo perceber o que ele quer dizer, acho que para alguém que esteja neste momento a sofrer com a doença, alguém para quem a esperança tenha terminado, alguém que tenha visto um ser amado morrer às mãos de doença tão tirana, esse entendimento é muito dificil.
Alguém explica à Ritinha que homem que é homem não casa com uma mulher (apenas e só) por causa do rabo dela?
Leio em muitos blogs queixas femininas acerca da pouca paciência dos seus conjuges masculinos para exercer actividades tão giras como ir aos saldos, ao supermercados, ao shopping, ao IKEA, etc.
Como já tenho por aqui comentado eu e o gajo somos um caso à parte.
Como já tenho por aqui comentado eu odeio fazer compras.
Como já tenho por aqui comentado o gajo gosta de andar às compras e, pior, gosta de fazer de mim boneca e faz-me experimentar a roupa que ele próprio procura na loja para mim. E não é pouca acreditem!
Claro que eu estou sempre a dar para trás, porque não tenho o minimo instinto consumista e acho que tudo o que é exagero enjoa.
E se ele é assim em lojas de roupa nem queiram saber como é no IKEA e supermercados... O homem vê tudo! T-U-D-O!! Compara preços, qualidade, promoções, pára em todos os corredores, olha para todas as prateleiras, é desesperante.
Eu que sózinha vou às compras de lista na mão e, em passo acelerado, dirijo-me aos sítios onde sei que estão as coisas que procuro para me safar rapidamente, fico em estado de nervosismo extremo quando tenho que lidar com a paciência ilimitada do gajo.
E depois ele opina! Ele efectivamente tem uma opinião acerca das coisas... Se acham que os homens não querem saber da decoração lá de casa ou do gel de duche com que lavam as costas, esqueçam! Não conhecem o gajo! He cares!!
E claro que isto leva a discussões... Porque se por um lado queremos que alguém se importe, por outro queremos ser nós a decidir. E com ele nem sempre é fácil. Claro que acabo por ter a última palavra, e muitas vezes ele nem se apercebe disso, convencido que está que a perspectiva dele foi a eleita (hihihihihi...).
Em todo o caso prefiro um gajo que se preocupe, que esteja presente e que goste de opinar e participar do que o completo descaso. É que comigo não ia dar bom resultado porque eu não teria paciência para andar a arrastar ninguém... E há coisas que é preciso fazer mesmo que não se goste. E a dois fica sempre mais fácil!
Às vezes dou por mim a achar que por mais meios de informação que existam, por mais acessos, por mais ligações haverá sempre um grupo que não vai fazer ideia do que se anda a passar.
Eu faço parte desse grupo, com cartão de sócio e quotas pagas!
Ontem, qual não é o meu espanto quando, pela 1h da manhã (ou seja, na realidade já era hoje), vejo na revista de imprensa a febre do Pingo Doce.
E a primeira coisa que me ocorreu foi: mas como é que esta malta sabe destas cenas??
Não que eu eu ponderasse ir lá fazer compras, até porque era feriado e por isso o dia foi mesmo passado a não fazer nada, mas impressiona-me, pronto! Impressiona-me esta gente que sabe sempre tudo, que está sempre à frente... Eu tenho internet, leio jornais, vejo TV e nunca sei de nada! Sou sempre, como o corno, a última a saber!
No entanto, e mesmo só sabendo depois, não foram precisos 2 segundos para me por a imaginar a p&/% de confusão que aquilo deve ter sido. E confirmou-se, desde malta ao estalo a malta que andou a alugar carrinhos a 10€, parece que valeu tudo. No fim a policia teve que intervir para restaurar a ordem, mas eu nem imagino o campo de batalha que as lojas devem ter sido.
E quando comentava com a minha mãe ela tocou num ponto interessante: ah e tal e a crise, mas de repente já têm 100€ para gastar em compras. É que 100€ ainda é dinheiro... ou não? Ou vá, 50€ porque parece que a partir dos 100€ se dava o desconto de 50%. Enfim, não vou meter-me por aqui porque não posso dizer que seja a minha realidade mas dá que pensar.
Ontem fiquei a saber da morte de uma rapariga, um bocado mais velha que eu, mas ainda assim muito nova, demasiado nova.
Toda a gente morre cedo demais, principalmente quando a morte chega aos quarenta e poucos anos no culminar de uma doença traiçoeira. Foi o caso.
Lembro-me desta rapariga. Lembro-me de a achar linda. Eu ainda uma gaiata e ela já uma mulherzinha a namorar com um rapaz bonito.
Não teve sorte. O rapaz bonito revelou-se uma parvalhão e o casamento rapidamente acabou. Restaram dois filhos que nem imagino como se estarão a sentir.
Não via a rapariga há muitos anos, mas guardei dela uma imagem de um sorriso que enchia uma sala e de uma presença sempre bem disposta e risonha.
Há meses soube que estava doente. Em Novembro a mãe contava que andava muito procupada com a filha porque em Agosto tinha feito uns exames que tinham revelado problemas graves. Problemas acerca dos quais os médicos não se mostravam muito optimistas. Fizeram-se tratamentos numa tentativa de chegar a um ponto que fosse operável.
Não chegou lá. Ontem o sofrimento dela, que já era muito, que já era demasiado, terminou. Em menos de um ano uma vida ceifada sem dó nem piedada.
Hoje penso nela e na família que a perdeu. Cedo demais.
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