Ouvir o despertador.
Desligá-lo.
Pensar: "É sábado..."
Aconchegar e voltar aos braços de Morfeu.
O tempo passa a correr, mas ainda assim esta semana custou um bocadinho.
Tenho dormido muito mas parece-me que dormia sempre mais. De manhã é um sacrificio sair da cama. Tenho feito um esforço para me deitar mais cedo, mas largar o edredon de manhã assume contornos de tortura.
Por isso chegar à última manhã da semana em tenho que me levantar cedo, sabe sempre bem.
Os planos para o fim de semana incluem uma celebração familiar do aniversário da mãe do gajo e de um tio dele. Vamos fazer dois em um e juntar as duas festinhas.
E hoje estou numa grande indecisão: sair à noite ou ficar em casa? O gajo vai ter que trabalhar (agora anda a ele a ver se acaba a tese de PhD dele e eu tenho tentado apoiá-lo ao máximo e não o distrair) e eu fico um bocadinho cansada de fazer zapping no sofá.
Mas depois também está um frio de rachar e sei que me vai dar a preguicite aguda... Acho que só vou decidir isso mais tarde.
Bom fim de semana!
Aproveitar a pausa da manhã.
Sair do escritório.
Parar ao sol e senti-lo na pele durante uns momentos.
Voltar para dentro com energia renovada!
Quando escrevi este post disse que tinha esperança que certos comportamentos terminassem. Talvez tenha dado a ideia de que estava à espera de começar a ser tratada de uma maneira qualquer especial só porque agora já tinha o doutoramento.
Não era de todo essa a minha esperança até porque tira-me do sério pensar que isso pudesse suceder.
O que tinha esperança é que a divisão latente que existe aqui dentro entre os doutores e os não doutores se esbatesse. Essa divisão, que não se reflecte em modos de tratamento por títulos ou coisa que o valha, está patente na maneira como somos respeitados, ouvidos, considerados, etc.
É muito dificil trabalhar num ambiente em que o chefe é casado com uma das colegas. Esse ambiente agravou-se quando essa colega fez o doutoramento. Formou-se um núcleo (de dois elementos) ainda mais cerrado.
A minha esperança era que, com mais um elemento doutorado do grupo, esse núcleo relaxasse um pouco. E é isso que estou a ver como sendo difícil.
Por o pijama a aquecer no aquecedor.
Esperar 10 min, sem roupa.
Vestir e sentir o calor espalhar-se pelo corpo frio.
(suspiro....)
Podemos achar que as pessoas mudam e podemos esperar que essa mudança seja para melhor... Mas raramente isto acontece, tanto na primeira como, e ainda menos, na segunda.
Pensei, ou tive esperança, que depois de terminar o doutoramento se alterassem determinados comportamentos por parte do meu chefe. Pensei, ou tive esperança, que visse melhorar o ambiente, que determinadas bocas terminassem, e que a sensação de constante análise diminuísse. Fui inocente... Ou melhor, fui parva mesmo!
Já tinha pensado que a opção de ter comprado o Mac ia dar broa, porque ah e tal e a compatibilidade, e isto e aquilo e o camandro... Mas, uma vez que o dinheiro era meu, achei que não tinha que prestar contas a ninguém.
Mas claro que, tive que levar com uns olhares sobranceiros e com bocas de como agora me juntei ao grupo dos "outros", dos que usam Mac e de quem nós não gostamos. É estúpido? Pois é, mas é assim...
Depois acontecem coisas como ser a última a deixar a sala e fazer uma ronda pelos aquecedores para os desligar... Encontrar um ligado, mas não ir propriamente esfregar isso na cara de quem se esqueceu. Mas o contrário já não se verifica. O contrário já é apontado como se fosse uma falha inadmissível.
Estas e outras coisinhas só servem para uma coisa: dinamitar qualquer possibilidade de eu me sentir bem aqui. Não me sinto! E, se até tinha esperanças que depois de terminar o doutoramento o ambiente melhorasse, essas esperanças estão a desaparecer a olhos vistos. E é pena...
Acho que ando em descompressão.
A vontade de trabalhar tem sido pouca, mas vou fazendo o que tem de ser feito.
Escrever aqui ainda tem ficado em standby... é que ando preguiçosa, preguiçosa.
Tenho aproveitado estes dias para por o maczinho ao serviço. Sim, que desde que o tinha comprado que só o usava em casa. Como tinha tudo guardado no PC resolvi esperar e não correr o risco de perder lago no processo de migração.
Por isso aqui ando, a importar de um lado, a copiar do outro... Mas até ver está a correr bem!
Está feito!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Ontem fui comprar um trapinho para vestir e uns sapatunfos para calçar.
Aproveitei os saldos mais ainda assim gastei um bocado... Bom fico com um vestido giro e uns sapatos lindões!
Acho que vou bem feminina! Sim que isto é um mundo de homens mas eu não gosto de parecer amorfa! O que acham? Too much? O gajo aprovou...
Hoje, dia 9 de Janeiro, inicia-se a semana em que vou realizar as provas de doutoramento. Depois de mais de meio ano à espera eis que chega finalmente o dia.
Esta não é uma boa semana. É uma semana que vai para sempre estar ligada a coisas más, a coisas tristes. Amanhã terão passado 4 anos desde que a minha linda nos deixou e cada vez que esta altura se aproxima noto o meu estado de espirito a alterar-se.
Releio as últimas mensagens que me mandou, volto a reviver aqueles dias e é uma altura triste, porque a vida nunca mais foi a mesma para nenhum de nós. É verdade quando dizem que só damos valor ao que temos quando o perdemos. Na altura não sabiamos que aquilo que tinhamos era tão valioso. Depois, quando nos foi arrancado, ficámos tão aparvalhados que demorámos muito tempo até perceber a dimensão da perda.
Hoje a perda subsiste. E esta sensação gelada de que nunca mais nada será como antes.
Mas, e há sempre um mas, é também uma altura de renovação... Hoje o meu cunhado faz anos (parabéns cunhadinho!!) e daqui a uns dias será a vez da minha sogra. Claro que estes acontecimentos não esbatem a violência do passado mas são importantes para nos dar a noção de que a vida é isto mesmo e que no fim do dia são as pessoas que são importantes.
É por isto que apesar de o relógio se aproximar a passos largos da data das provas eu não me sinto nervosa... Não sei porquê, e talvez ainda venha a estar, mas até agora sinto apenas alguma ansiedade de ver tudo isto para trás das costas para finalmente poder respirar mais livremente.
De resto, e aconteça o que acontecer, nesse dia o mundo não vai acabar, nem vai morrer ninguém... pelo menos não por causa das minhas provas. E quando se põem as coisas neste patamar a perspectiva acerca da sua importância muda radicalmente.
Boa semana e, em todo o caso, desejem-me sorte!
. Coisas boas que (ainda) n...
. Sexta!
. Coisas boas que (ainda) n...
. Ressalva
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